Turismo goiano se apoia em pesquisas para vencer desafio da Covid-19

Governo do Estado, através do Observatório do Turismo de Goiás, vai fazer pesquisas quinzenais para nortear o setor durante e após a pandemia. 73,5% do empresariado reconhece a importância dos levantamentos para planejar o futuro com segurança

A Pesquisa Nacional de Sondagem Empresarial buscou identificar e avaliar os impactos da Covid-19 sobre a economia no setor do Turismo. Para isso, ouviu mais de 4.200 empresas brasileiras. De Goiás, com levantamento realizado de 8 a 27 de abril, participaram 260 empresas.

No Estado, todos os setores de atuação do Turismo tiveram queda. Dos empresários goianos que responderam à pesquisa, 62,7% preveem queda no faturamento de 2020 de mais de 50%, sendo que desses, 32,7% esperam redução superior a 75% na receita anual.

A pesquisa mostra que a crise prejudicou as empresas turísticas goianas de alguma forma desde o início da pandemia. 11,93% delas tiveram queda no faturamento de 50% a 100%, em janeiro de 2020; 26,16% em fevereiro e; em março, 68,07% tiveram essa queda no faturamento.

Recuperação financeira das empresas

Donos de empresas de todos os portes responderam ao levantamento, sendo que 25% acreditam na recuperação da sua empresa no segundo semestre de 2020, enquanto 46,2% acreditam que somente em 2021 haverá recuperação do seu negócio. 46,2% já demitiram ou preveem demissões.

Para 46,2% dos empresários goianos, a previsão de retorno ao nível de faturamento similar ao período anterior à Covid-19 virá só em 2021. Para 9,2%, a recuperação ocorrerá somente após 2021, mas 2,3% acreditam que se recuperam ainda no primeiro semestre de 2020. Para
3,1%, não haverá recuperação de seu negócio. 30% dos respondentes apostam na redução de preços dos seus produtos.

Conhecimento das ações do governo em favor do Turismo

 40,8% dos empresários declararam ter médio conhecimento das medidas do setor público para beneficiar o Turismo, 22,3% disseram ter muito conhecimento. Os que manifestaram ter pouco ou nenhum conhecimento dessas ações somam 36,5%.

Dos empresários que participaram da pesquisa, 91,3% acreditam que a política governamental mais relevante é a concessão de empréstimos, e para 78,8% é importante também uma redução de tributos federais. Um dos trabalhos incansáveis da Goiás Turismo tem sido divulgar ao empresariado e aos profissionais do Turismo as linhas de crédito específicas para o setor.

Para facilitar o acesso do pessoal do Turismo aos financiamentos, a autarquia disponibilizou servidores específicos para operar na parceria com a Goiás Fomento, para orientar, acompanhar e agilizar os procedimentos. Fabrício Amaral, presidente da Goiás Turismo, destacou a preocupação do governador Ronaldo Caiado com o Turismo e a liberdade que o governador está dando para a equipe da autarquia trabalhar.

Trabalho remoto

O percentual de funcionários que estão em trabalho remoto nessas empresas turísticas varia: 20,8% estão com todos e 61,2% com ninguém. Com porcentagem entre 1,1 e 1,9% há gente de recesso, os que estão com até 75% dos empregados em home office e os que não tem como trabalhar a distância.

Crédito

64,2 % das empresas declararam não saber se precisam de crédito no momento, 17,7% disseram que tem necessidade de financiamento e 18,1% não tem.

Os empresários estimaram o volume de recursos financeiros que gostariam de acessar nos próximos meses. 18,6% precisariam de até R$ 10 mil, 44,4% até R$ 50 mil e 33,6% gostariam de ter acesso a mais R$ 100 mil.

Importância da pesquisa

A percepção do empresariado acerca da importância das pesquisas de impacto da Covid-19 é que ela é primordial como ferramenta para auxiliar o setor: 73,5% acreditam ser muito importante. Para dar respostas diretas ao empresário do ramo, o presidente da Goiás Turismo encomendou ao Observatório de Turismo de Goiás pesquisas segmentadas, a cada 15 dias, para poder orientar o pessoal da área durante e após a pandemia.

A pesquisa

A coleta de dados para o Boletim Especial 9 – Turismo x Coronavírus foi feita de 8 a 27 de abril. Atuaram a Rede Brasileira de Observatórios de Turismo (RBOT) em parceria com o Observatório do Turismo do Estado de Goiás e Observatórios de outros estados. Ramo de atuação dentro do Turismo, porte, tempo de existência das empresas participantes e todos os detalhes do levantamento estão no site da Goiás Turismo:

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