O Rio Araguaia, na cidade de Aruanã

O Rio Araguaia, na cidade de Aruanã, é uma grande praia de água doce

Que tal um banho de cachoeira, passear por grutas e cavernas, fazer ecoturismo, cicloturismo, turismo de aventura, mountain bike, caminhada ou corrida? Também dá para praticar balonismo, trilha, rapel. Pois é! Goiás tem tudo isso e muito mais! Rios, corredeiras, cachoeiras, quedas d’água, córregos e lagos, serras, morros, cânions… Nossa natureza favorece esportes ao ar livre, náuticos, aéreos, terrestres e aquáticos. Mas não é só isso. O Estado tem cultura, arquitetura, folclore, gastronomia, cidades com vocação para os negócios, lazer, agroturismo, religiosidade e misticismo. Vamos mostrar um pouquinho do que temos a oferecer, para que você fique com muita vontade de vir pra Goiás.

O Turismo já provou que é solução para o desenvolvimento em vários países. Consciente de que não há crescimento com a economia parada, Goiás vem investindo incessantemente na criação de infraestrutura turística, para atrair visitantes, incrementar a economia e trazer retorno financeiro. Só nos últimos quatro anos, o incentivo ao setor em Goiás chegou a R$ 36 milhões. A temporada de férias vem chegando e o Estado tem programa para todo tipo de turista. Localizado na região central do Brasil, Goiás oferece ótima infraestrutura de mobilidade e acesso, composta por moderna malha ferroviária de escoamento da produção agrícola e industrial, aeroportos de passageiros e de cargas e malha rodoviária para todas as cidades e regiões turísticas.

A capital, Goiânia, conta com o privilégio da proximidade com a capital federal, Brasília, que dispõe de voos nacionais para todas as capitais e grandes cidades do Brasil e partidas diretas para os Estados Unidos e países da Europa e América do Sul. Goiás tem alcançado os melhores indicadores de desenvolvimento econômico e social, principalmente em educação e inovação. É um estado moderno que preserva suas tradições e cultura, ao mesmo tempo em que se coloca na vanguarda da atratividade turística para brasileiros e estrangeiros, graças ao patrimônio natural e à biodiversidade do Cerrado, o segundo maior bioma do Brasil.

Goiânia – cidade moderna com jeitinho de interior

Planejada na década de 1930, Goiânia é reconhecida mundialmente por seu acervo arquitetônico Art Déco. A capital mescla o clima cosmopolita dos

Palácio das Esmeraldas, residência oficial do governador de Goiás, é exemplo do acervo Art Déco de Goiânia

Palácio das Esmeraldas, residência oficial do governador de Goiás, é exemplo do acervo Art Déco de Goiânia

negócios com a hospitalidade interiorana do povo goiano. Com uma combinação de ruas arborizadas, bosques e parques urbanos e bons hotéis, restaurantes e centros de convenções, é um dos destinos turísticos mais importantes do país, especialmente por causa dos eventos, negócios e congressos. A vida cultural, gastronômica e o lazer são pontos altos para moradores e visitantes. A badalação noturna está entre as melhores do Brasil.

O Turismo de saúde também é destaque na capital, que conta com vários centros médicos e profissionais de referência. Outro segmento importante é o de compras. A cidade atrai visitantes e lojistas de todo o Brasil, que frequentam desde centros comerciais e shoppings, a feiras de rua. Também passam pelo polo de moda atacadista e varejista, localizado em torno da Estação Rodoviária de Goiânia, que concentra mais de 20 mil lojistas.

O Estádio Serra Dourada, o Estádio Olímpico, o Autódromo Internacional de Goiânia, o Teatro Goiânia, o Clube Jaó e os grandes parques urbanos, como o Areião, Bosque dos Buritis, Vaca Brava e o Parque Flamboyant atraem muita gente à capital de Goiás. Somam-se a estes atributos o Centro de Convenções de Goiânia, um dos mais modernos e completos da América Latina, e o Centro Cultural Oscar Niemeyer, palco de acontecimentos nacionais e internacionais.

Conhecida como a segunda capital mais verde do mundo, Goiânia mantém cerca de 70% de sua vegetação e ostenta 95m² de área verde por habitante. Por sua localização privilegiada, no centro do Brasil, a cidade tornou-se polo do turismo de negócios, recebendo convenções, encontros, seminários e congressos. É a modernidade em constante desenvolvimento.

Jaraguá – natureza em festa no maior polo de confecção do Centro-Oeste

Igreja Nossa Senhora do Rosário em Jaraguá

Igreja Nossa Senhora do Rosário em Jaraguá

A cidade de Jaraguá preserva construções históricas, como as Igrejas de Nossa Senhora do Rosário e da Conceição, que exalam arquitetura do período colonial, e manifestações culturais, como as Cavalhadas. O Casarão do Padre Silvestre e o Museu Sacro, que ajudam a compor o Centro Histórico, e a Igreja Matriz Nossa Senhora da Penha, valem a visita. Na década de 80, Jaraguá se transformou no principal polo de confecção do Centro-Oeste, voltado principalmente para o jeans.

As festas, como a Folia do Divino Espírito Santo, com as tradicionais Cavalhadas, o famoso Carnaval de Rua, a Festa do Peão, a Romaria de Monte Castelo e a Jaraguá Expo Fashion atraem turistas para a cidade durante sua realização. Mas Jaraguá recebe visitantes o ano todo, por suas belezas naturais e atrações que favorecem o ecoturismo, o turismo de aventura, passeios com a família e a contemplação.

A Serra de Jaraguá é um convite para os amantes do parapente. A atividade dá um colorido especial ao Parque Estadual Serra de Jaraguá que, com seus 520 metros de altitude, possui a segunda melhor rampa de decolagem de parapente do Brasil. O Parque abriga dois sítios arqueológicos e tem trilhas com diferentes graus de dificuldade. A Cachoeira do Saraiva, o Poção da Serra e as praias do Rio das Almas são locais conhecidos, e há ainda uma infinidade de cachoeiras, rios, córregos e ribeirões de acesso mais complicado.

Cidade de Goiás – Patrimônio Cultural da Humanidade

Conhecida carinhosamente pelo nome de Goiás Velho, a antiga capital do Estado foi fundada no Ciclo do Ouro e retrata o período colonial brasileiro, sendo reconhecida como Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco. Com suas ruas de pedra, Goiás é cercada pela natureza, que limita o traçado urbano, com as construções indo do Vale da Serra Dourada até o Rio Vermelho.

Vista noturna do Centro Histórico da cidade de Goiás

Vista noturna do Centro Histórico da cidade de Goiás

Entre suas manifestações culturais, destaque para a Semana Santa, com a Procissão do Fogaréu, que atrai visitantes de todo o Brasil. Goiás sedia o Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental, o Fica, com participação e público nacional e internacional. O Festival Gastronômico Cidade de Goiás, as Serenatas e o Carnaval de Marchinhas, são famosos por levarem muita gente à antiga capital.

A casa da poetisa e doceira Cora Coralina foi transformada em museu. Além desse, a cidade tem os museus de Arte Sacra, da Boa Morte e das Bandeiras, casarões seculares no Centro Histórico preservado, o Palácio Conde dos Arcos, o Mercado Municipal, o Teatro São Joaquim, a Praça do Coreto e o Chafariz de Cauda. As igrejas antigas, como as de Nossa Senhora da Abadia, São Francisco, Nossa Senhora Aparecida, do Carmo, do Rosário, Sant’Ana e Santa Bárbara, têm altares ornados com ouro e imagens sacras de época.

A natureza na região é pródiga, e o visitantes pode se refrescar no Rio Vermelho, que corta a cidade, em balneários e nas diversas cachoeiras que ficam bem pertinho do centro urbano. Como Goiás se localiza em terreno bastante acidentado, se destacam a Serra Dourada, os Morros de São Francisco, Canta Galo e das Lages, e a Cachoeiras das Andorinhas, que garantem boas experiências.

Caldas Novas – águas quentes atraem mais de 1 milhão de turistas por ano

Águas quentes nos parques aquáticos são os maiores atrativos de Caldas Novas

Águas quentes nos parques aquáticos são os maiores atrativos de Caldas Novas

A principal fonte de renda de Caldas Novas é o Turismo e o município tem capacidade para receber mais de 500 mil visitantes na alta temporada. Todos os anos, mais de um milhão de pessoas visitam Caldas Novas. O Governo do Estado acaba de ampliar o reservatório e a capacidade de distribuição de água, para garantir o fornecimento e o conforto de moradores e turistas em qualquer época do ano.

O grande programa de Caldas Novas é mesmo aproveitar as águas quentes e os parque aquáticos, que oferecem diversão para toda a família. A cidade abriga as nascentes mais quentes do Brasil, na Lagoa Quente de Pirapitinga, onde a temperatura da água ultrapassa os 50 graus. Fica a cerca de 20 km quilômetros do centro da cidade, em área com espaço para camping com banheiros, restaurantes, sauna e quadras.

A maior estância hidrotermal do mundo tem muito mais a oferecer. O Parque Estadual da Serra de Caldas Novas (Pescan) é um local lindíssimo, com trilhas, mirantes e cachoeiras, em contato direto com a fauna e a flora do Cerrado.

Cansando das águas quentes, o Lago de Corumbá, que fica a 10 km da cidade, é ideal para a prática de esportes náuticos e pesca esportiva. O lago é artificial, um espelho d’água com 65 quilômetros quadrados formado pelo represamento do Rio Corumbá, e abastece a Usina Hidrelétrica Corumbá I.

Há programas fora dos parques aquáticos e dos atrativos naturais. O sorvete assado de Caldas é famoso. Mistura texturas, temperaturas e sabores. Não deixe de experimentar! A Feira do Luar é boa para quem quer lanchar – há variadas opções de comidas típicas – passeando e olhando as bancas de artesanato. Funciona das seis horas da tarde às onze da noite. Só não abre segunda-feira.

Na Cachaçaria Vale das Águas Quentes é possível acompanhar todo o processo de fabricação e ainda provar a aguardente. A produção é 100% artesanal e dá para observar a plantação de cana-de-açúcar, que fornece a matéria-prima, o espaço rústico, a mistura de ingredientes, a área onde ficam os barris de envelhecimento e a loja. O melhor jeito da visita terminar é com a degustação de cachaça e licores artesanais.

Jardim Japonês – Outra boa pedida é o Jardim Japonês, na GO-490, na entrada da cidade, aberto à visitação diariamente. Construído por um paisagista japonês na década de 80, atrai anualmente quase 150 mil turistas. O espaço leva à reflexão, paz de espírito e equilíbrio. No século XIV, os jardins eram usados por monges budistas que necessitavam de locais tranquilos para fazer suas meditações e orações. Para isso, utilizavam elementos da natureza, como plantas, pedras e água, cada um com um significado espiritual específico.

No jardim de Caldas Novas, a ponte, por exemplo, expressa um ritual de passagem, evolução e abandono de sentimentos e energias negativas. Já a pedra da tartaruga no meio de uma fonte representa a longevidade. As árvores também têm significado: a tamareira remete à amizade. As pedras por onde os turistas fazem a travessia do lago atuam pelo livre arbítrio, as escadas em volta da cachoeira simbolizam a família e a água que cai ali, a purificação.

Casarão dos Gonzaga – Construído em 1907, em estilo colonial, para ser a sede da fazenda do primeiro prefeito de Caldas Novas, o Casarão dos Gonzaga hoje abriga um acervo de peças antigas e o Centro de Apoio ao Artesanato Goiano. O Casarão, que foi totalmente restaurado, é um patrimônio cultural, exemplo da arquitetura goiana do início do século XX, com portas, janelas e pé direito altos, para amenizar o calor. No acervo, objetos típicos de uma casa da época, como o tear, a carda e a roca, além de um fogão a lenha original.

Templo da Ecologia e das Artes (Teca) – Incentivar a produção artística e cultural de Caldas Novas, a educação ambiental e incrementar o turismo ecológico. Esses são os principais objetivos do Templo da Ecologia e das Artes. O templo oferece informações sobre a Serra de Caldas e explica o motivo das águas na região serem quentes através de textos, fotos, vídeos e palestras. A sede da Academia de Letras e Artes de Caldas Novas funciona no local.Monumento das Águas

Monumento das Águas – O Monumento das Águas, que foi inaugurado em 2004, tem cascatas artificiais, jardins e uma escultura monumental que  homenageia as águas quentes da região. Aberto para visitantes, foi construído para transmitir uma sensação de paz. O barulho incessante das águas tranquiliza e sua estrutura proporciona um agradável e inesquecível passeio entre pedras e cascatas de águas.

Pirenópolis – história contada em ruas de pedras

Charme, história, poesia e tradição fazem parte da cidade colonial de Pirenópolis. Destaque para a Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário, o

Vista de Pirenópolis

Vista de Pirenópolis

maior e mais antigo monumento histórico do Centro-Oeste brasileiro, construído em 1727. Pirenópolis preserva os casarões do século 18, as ruas com calçamento de pedra e as fazendas tombadas pelo Patrimônio Histórico Nacional. Hotéis, pousadas e resorts e uma gastronomia regional peculiar e rústica possibilitam momentos agradáveis de descanso, lazer e de conhecimento das tradições locais.

A pouco mais de 120 km de Goiânia e de Brasília, com variedade de pousadas, restaurantes e festas tradicionais, Pirenópolis tornou-se também um retiro de fim de semana para moradores das duas capitais. Os melhores restaurantes e a maior parte da vida noturna estão concentrados ao longo da Rua do Rosário, conhecida como Rua Lazer, e nas proximidades.

A cidade e sua arquitetura, em meio às serras, inspiram artistas e artesãos, que criam joias em pedras e prata, além de mobiliário rústico, produção levada como lembrança pelos visitantes de ‘Piri’. A Fazenda Babilônia mantem a tradicional culinária goiana, colocando na mesa um banquete, com cerca de 40 pratos por refeição. A Reserva Vagafogo, pioneira no desenvolvimento de atividades de ecoturismo, também oferece um café da manhã com mais de 60 itens, dos quais 90% são de produção local.

Santuário Vagaforo

Santuário Vagafogo

Pirenópolis conta com 80 cachoeiras catalogadas, o que ajuda a atrair mensalmente cerca de 20 mil visitantes. Os turistas buscam contato com a natureza e também cenários para esportes radicais como mountain bike, paraquedismo, arvorismo, escalada e rapel. Os menos aventureiros podem optar por trilhas em reservas ecológicas ou por passeios de balão, para ver as belezas do Cerrado goiano por um novo ângulo.

Pirenópolis foi tombada como conjunto arquitetônico, urbanístico, paisagístico e histórico pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), em 1989. No Centro Histórico, além da Igreja Matriz, (1728-1732), estão a Igreja de Nossa Senhora do Carmo (1750-1754) e a Igreja de Nosso Senhor do Bonfim (1750-1754).

A tradição não está apenas na arquitetura. Os pirenopolinos mantêm viva sua cultura e revivem anualmente a festa das Cavalhadas. Muitos elementos compõem a Festa do Divino Espírito Santo de Pirenópolis: terços dos Cavaleiros, cortejos do Imperador, novena, missas cantadas, alvoradas, levantamento do mastro, queima de fogos, reinados, cavalhadas e uma comunidade fervorosa que atua para a realização dos festejos.

Pirenópolis recebe anualmente eventos que movimentam ainda mais a cidade, como o Festival Gastronômico de Pirenópolis, Slow Filme, o festival musical Canto da Primavera, a Festa Literária de Pirenópolis (Flipiri), o Carnaval de Época – que leva blocos e famílias para pular ao som de marchinhas, o Réveillon, e o Festival Internacional de Folclore e Artes Tradicionais (Fifat), entre outros.

Chapada dos Veadeiros – um santuário de encantos e boas energias  

Catarata dos Cristais, em Alto Paraíso

Catarata dos Cristais, em Alto Paraíso

A Chapada dos Veadeiros é um berço de águas, onde brotam as nascentes das grandes bacias hidrográficas da América do Sul. Em 2001, a reserva conquistou o título de Patrimônio Natural da Humanidade, concedido pela Unesco. A área, com 15.267 km² e uma população de mais de 47 mil habitantes, abrange os seguintes municípios: Alto Paraíso, Campos Belos, Cavalcante, Colinas do Sul, Monte Alegre de Goiás, Nova Roma, São João D’ Aliança e Teresina, além de povoados, como São Jorge. Quase todo o território é protegido pela Área de Proteção Ambiental do Pouso Alto, que reúne nove Reservas Particulares do Patrimônio Natural, e pelo Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros.

As paisagens são tão variadas quando suas altitudes, que vão de 1.689 metros, na Serra do Pouso Alto – ponto mais alto do Centro-Oeste brasileiro – a 300 metros no Sertão do Kalunga, maior comunidade quilombola remanescente do país. A formação geológica da Chapada dos Veadeiros é uma das mais antigas do planeta e a gigantesca placa de cristal de quartzo escondida em seu subsolo emite uma luminosidade que, dizem, pode ser vista do espaço. O lugar também é cortado pelo Paralelo 14, o mesmo que passa por Machu Picchu, a cidade perdida dos incas, no Peru. Tudo isso reforça a crença de que região tem uma vibração energética especial.

Nada disso faria eco se não fosse a natureza privilegiada da Chapada dos Veadeiros. São cachoeiras e riachos de águas cristalinas, cercados por rochas, paredões e matas virgens. Há ainda vastas planícies pontilhadas por flores típicas, por onde araras e tucanos passam em revoada pousando nos buritis, perdidos em meio à imensidão do Cerrado. E mesmo na seca, quando o sol escaldante doura os campos e desmaia alaranjado ao cair da tarde, a Chapada dos Veadeiros oferece em espetáculo único.

Comunidade Kalunga em Cavalcante

Comunidade Kalunga em Cavalcante

Cavalcante – berço dos Kalunga

Cavalcante abriga 70% do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros e tem mais de 100 cachoeiras catalogadas, que formam cânions, grutas, mirantes, piscinas naturais, serras e vales. Com tanta queda d’água, o visitante só precisa escolher em qual delas quer ir, de acordo com a distância e grau de dificuldade para se chegar lá.

O município sedia a comunidade Kalunga, a maior concentração quilombola do Brasil. Esse povo, que viveu isolado por mais de dois séculos, até os anos 1980, mantém as tradições e a cultura dos antigos escravos, e a área é preservada como Sítio Histórico e Patrimônio Cultural Kalunga. Entre as diversas festas tradicionais da comunidade, destaca-se o Império de Nossa Senhora D’Abadia.

Alto Paraíso – misticismo e ecoturismo

Cachoeira em Alto Paraíso de Goiás

Cachoeira em Alto Paraíso de Goiás

Alto Paraíso de Goiás é conhecida como uma cidade mística, por vários motivos. Ela está no Paralelo 14, linha que atravessa Machu Picchu, no Peru, também considerada sagrada. Alto Paraíso foi construída sobre uma placa de cristal de quartzo, pedra apontada como capaz de canalizar energias. Certamente por isso a região concentra tantos grupos espirituais e religiosos vivendo em harmonia. Tem igrejas católicas e evangélicas, centros de meditação budista, hare kryshna, santo daime e espíritas, entre outros.

A natureza, mesclada à atmosfera espiritualizada da região, atrai milhares de turistas todos os anos, para suas pousadas aconchegantes, hotéis, campings, spas, restaurantes, lojas de artesanato, espaços místicos e templos. O destino instiga os amantes de esportes e aventuras ao ar livre. Mais de 120 cachoeiras da região estão catalogadas. É possível desfrutar de uma culinária saudável, criativa e saborosa, com destaque para o vegetarianismo e o veganismo. Foi organizado um herbário de plantas do Cerrado com propriedades medicinais.

Crateras do Vale da Lua

Crateras do Vale da Lua

São Jorge – entrada para a Chapada

O povoado de São Jorge é a porta de entrada para o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros. O vilarejo tem estrutura rústica e ruas de terra, com poucas casas e alguns campings, pousadas, restaurantes e bares. É um destino especialmente recomendado para pessoas que desejam um ambiente natural isolado dos grandes centros urbanos. O Vale da Lua, conjunto de rochas delicadamente esculpidas pelas águas, que lembram as crateras lunares, formando piscinas naturais e grutas, fica em São Jorge.

Entorno de Goiânia – variedade de atrativos

As cidades situadas em torno da capital, mesmo não sendo conhecidas como turísticas, têm muito a oferecer para os visitantes.

Festival italiano em Nova Veneza

Festival italiano em Nova Veneza

Nova Veneza, que quer ser um pedacinho da Itália em Goiás, realiza há 14 anos o Festival Italiano Gastronomia e Cultura de Nova Veneza, que dá destaque à culinária do país europeu. Os moradores se envolvem na produção da festa, enfeitam a cidade com as cores da bandeira italiana, usam trajes típicos de época e participam de manifestações culturais, criando um ambiente que lembra a Itália e atrai turistas. Anápolis tem a Base Aérea e o Distrito Agroindustrial, que atraiu fábricas, criando, principalmente um polo farmacêutico, que levou crescimento econômico à cidade. Anápolis também é marcada pela religiosidade e por uma rica história cultural, com destaque para o Circuito Celebrar e os festivais gastronômicos, que valorizam a cultura árabe.

Em muitos municípios goianos, a Igreja Matriz é um marco histórico, arquitetônico e cultural, estando entre as edificações mais antigas, já que a fé é presente no dia a dia da população. Trindade, vizinha de Goiânia, é conhecida como a Capital da Fé e atrai 2,5 milhões de peregrinos por ano, durante a Romaria do Divino Pai Eterno, a maior festa do mundo dedicada à Santíssima Trindade. Além de participar das celebrações no Santuário Basílica, os romeiros visitam o Santuário Velho, igreja que, no seu aniversário de 100 anos, em 2012, foi tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) como Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Em 2013, recebeu um novo tombamento, dessa vez como Patrimônio Cultural Material do Brasil.

Em Aparecida de Goiânia, que compõe a Região Metropolitana da capital, a Igreja Matriz é um cartão postal do centro histórico. O município se destaca pela vocação industrial, com a criação de um Distrito Agroindustrial e por melhorias na infraestrutura, que ajudaram a transformar

Doces de Nerópolis

Doces de Nerópolis

Aparecida, a segunda cidade mais populosa de Goiás, em um polo empresarial. Terezópolis de Goiás sedia o TerêOxente, um festival que valoriza a cultura, tradições e a gastronomia típica do Nordeste brasileiro. A Fazenda Santa Branca, considerada um santuário do ecoturismo, está localizada em Terezópolis.

Em Nerópolis, é forte a fabricação de doces. Frutas cristalizadas ou em forma de compotas e doces de leite de vários tipos são tradicionais na cidade, que também é grande produtora de alho. Hidrolândia, a cidade das águas, é rica em nascentes que valorizam a beleza natural das fazendas, e alimentam córregos e riachos. Restaurantes e parque aquático atraem visitantes. Os produtores de jabuticabas, que tomaram conta da região, abrem seus pomares com milhares de pés, na temporada, para que as pessoas possam apreciar a fruta in natura, além de doces, licores e até vinho feito de jabuticaba.

Aruanã – Rio Araguaia é a praia de água doce dos goianos

O maior e mais desenvolvido destino à beira do Araguaia, Aruanã, oferece uma estrutura invejável para a pesca, e a prática de esportes náuticos. O município conta com estrutura hoteleira e de serviços. À margem do rio, os tradicionais acampamentos são montados com todo o conforto da vida moderna, com luxos como sinal de internet, chuveiros com água quente e até mesmo heliportos.

O pôr do sol no Rio Araguaia

O pôr do sol no Rio Araguaia

Nas planícies que acomodam o leito do Rio Araguaia, existem milhares de lagos e lagoas que são excelentes para a prática da pesca esportiva. A temporada de praia, com muito sol, vai de junho a setembro, quando as águas baixam e a areia aparece, mostrando o lugar ideal para a montagem das barracas. O pôr do sol no Araguaia é uma experiência única, indescritível!

Aruanã não é só praia. A Aldeia Karajá, reserva indígena demarcada pela Funai, com seu artesanato peculiar, é um excelente programa. A Igreja de Nossa Senhora da Conceição Leopoldina, o Museu Municipal, o Rio Vermelho e a Reserva Particular de Patrimônio Natural Boca da Mata também merecem a atenção do visitante.

Parque estaduais garantem diversão em contato com a natureza

Quem quer aproveitar as férias pertinho da natureza e busca diversidade de fauna e flora, além de rios, cachoeiras e trilhas tem, nas unidades de conservação goianas, o lugar ideal para passear, com toda a exuberância do Cerrado esperando para ser desfrutada.

Parque Estadual da Serra de Caldas Novas (Pescan) – Localizado nos municípios de Caldas Novas e Rio Quente, além de cachoeiras e trilhas, dentro do Parque da Serra de Caldas há um museu com animais empalhados. Estudos mostram que a Serra de Caldas é uma das áreas mais importantes para a recarga dos aquíferos hidrotermais da região. O Pescan é aberto para visitantes todos os dias da semana.

Parque Estadual da Serra dos Pirineus (PEP) – O Parque Estadual dos Pirineus abrange três municípios goianos: Pirenópolis, Cocalzinho de

Parque Estadual da Serra dos Pirineus

Parque Estadual da Serra dos Pirineus

Goiás e Corumbá de Goiás. Fauna e flora endêmicas e os mananciais são preservados e estão protegidos pela estrutura de um parque estadual. Situado na Serra dos Pirineus, região central do Estado, com área de 2.833,26 hectares, o PEP fica a 120 quilômetros da capital, Goiânia.

O terreno é acidentado, com rochas, grutas, morros, paredões e penhascos, que favorecem o aparecimento de cachoeiras e quedas d’água. Grande parte da área está acima de 1.200 metros de altitude, abrigando o segundo maciço mais alto de Goiás, o Pico dos Pirineus, com 1.385 metros. Estes cumes podem ser acessados por trilha. Elevações de quartzito se destacam no território e sua decomposição natural ajuda a constituir áreas onde o solo é raso, pedregoso e sujeito à erosão.

A Serra dos Pirineus é um dos divisores das Bacias Tocantins e Paraná. Vários córregos nascem no alto da Serra, formando o Rio das Almas, que deságua no Tocantins para compor a Bacia do Amazônica; e o Rio Corumbá, que corre para a Bacia do Paranaíba e desemboca na Bacia do Paraná, que integra a Bacia Platina. Na área de preservação, as duas bacias se dividem na Serra do Catingueiro, passando pelo Pico dos Pirineus até a Serra da Vendinha.

A vegetação do Parque Estadual é típica do bioma Cerrado, com predominância de cerradão, cerrado rupestre, campos cerrado sujo, limpo e úmido, além de matas seca e de galeria. Apresenta arbustos, musgos, cactos, flores e ervas, espécies alimentícias e medicinais, de plantas rasteiras a árvores de grande porte. Encontram-se bromélias, orquídeas, sempre-vivas, pés de frutas, como caju e cagaita, além de madeiras de lei, inclusive a aroeira, ameaçada de extinção.

Espécies de mamíferos em risco, como a suçuarana, o lobo-guará e o tamanduá-bandeira têm, na área de proteção, seu habitat. Urubus, inclusive o urubu-rei, o carcará e o pinhé colaboram com a decomposição da matéria orgânica morta, fazendo uma faxina ambiental biológica. Andorinhas e outras aves, como soldadinho, saí-azul e tangarazinho, por exemplo, e ainda serpentes, anfíbios e roedores, fazem da Serra dos Pirineus seu refúgio.

O PEP possui uma pequena capela dedicada à Santíssima Trindade, que fica no Pico dos Pirineus. De madeira, ela foi erguida em 1927, no local onde foi realizada a primeira missa em 18 de junho de 1827. Em 1935, um vendaval destruiu a capela de madeira e no mesmo ano foi construída uma outra de alvenaria, que resiste até hoje. O Parque dos Pirineus é aberto ao público todos os dias da semana. A entrada é franca.

Parque Estadual Altamiro de Moura Pacheco (Peamp) – O Parque está inserido nos municípios de Goianápolis, Nerópolis e Goiânia. O Peamp fica a 12 quilômetros de Goiânia e a 10 quilômetros de Terezópolis de Goiás, e é cortado pela BR-060/153, principal via de acesso à unidade de conservação. A vegetação predominante na área é composta por mata seca, mata ciliar, mata de galeria, Cerrado sentido restrito, cerradão e capoeira.

O Parque Estadual Altamiro de Moura Pacheco apresenta uma rica fauna de vertebrados, contando com 409 espécies. Foram registradas na área, 485 espécies de plantas. O Peamp tem uma trilha de mountain bike, a Trilha do Lago, que contém trechos com dificuldades baixa e moderada, com algumas subidas íngremes e descidas acentuadas. A pista conta com toda a sinalização de orientação do traçado para garantir a segurança a qualquer cidadão que passe pelo local. A entrada é franca.

Parque Estadual da Serra de Jaraguá (PESJ) – O Parque Estadual da Serra de Jaraguá tem atrações bem diferentes das outras áreas de

Poção da Serra de Jaraguá

Poção da Serra de Jaraguá

proteção ambiental goianas, por abrigar dois sítios arqueológicos registrados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), além de novos que vêm sendo descobertos e estudados. Abrangendo 2.828,661 hectares, o Parque Estadual da Serra de Jaraguá localiza-se na divisa das cidades de Jaraguá e São Francisco de Goiás, possui rampa para esportes aéreos e natureza exuberante.

As altitudes na Serra de Jaraguá estão acima de mil metros, o que torna o local ideal para a prática de esportes radicais aéreos. A Rampa de Voo Livre da Serra está entre as melhores do Brasil para o salto de parapente e Jaraguá vem sediando campeonatos nacionais e circuitos do esporte. Como o local é de extrema beleza cênica, pode ser também um ótimo mirante da paisagem local. O Ribeirão Pratinha é lindo, cristalino, corre sobre lajes e forma poços de águas transparentes. Para se chegar à Cachoeira do Poção, de beleza incomparável, é preciso redobrar o cuidado e a atenção na hora subir a serra.

A fauna local é vasta e variada. Foram observados de pequenos anfíbios a grandes felinos, desde o gato-mourisco até a onça pintada. Já a flora do parque é composto por cerrado rupestre nas áreas mais altas, seguido por cerrado denso e cerradão. Os frutos do Cerrado, como pequi, cajuzinho e cajazinho, estão por todo lado. O clima é predominantemente tropical semiúmido e apresenta duas estações distintas: uma de seca, de maio a setembro, e outra chuvosa, nos meses de outubro a abril.

Parque Estadual da Serra Dourada (PESD) – O PESD tem área aproximada de 30 mil hectares e fica no Noroeste goiano, a cerca de 150 quilômetros de Goiânia, a capital do estado. O Parque Estadual da Serra Dourada abrange três municípios: cidade de Goiás, Mossâmedes e Buriti de Goiás, e foi criado com o objetivo de preservar as nascentes, os mananciais, a flora, a fauna e as belezas naturais, bem como controlar a ocupação do solo da região. A biodiversidade de aves, mamíferos e insetos, das nascentes e rios e da vegetação da Serra Dourada é garantida pelo Parque Estadual.

A Serra Dourada é uma feição geomorfológica caracterizada por um desnível topográfico que varia de 300 a 1.100 metros de altitude, com uma linha

Serra Dourada

Serra Dourada

de crista que forma um espigão de aproximadamente 80 km de comprimento. A vegetação predominante é o Cerrado, com os subsistemas campestre, matas, veredas e terrenos alagadiços. O local é rico em espécies frutíferas e medicinais.

Na área de preservação, tanto há vegetação rasteira, típica do Cerrado, e árvores que atingem de um a 12 metros, quanto espécies que chegam a 30 metros de altura. Ipês, jatobás, orquídeas, bromélias, cactos, sucupira, aroeiras, pés de pequi, murici e sucupira, além de palmeiras, como o buriti, estão por toda parte. A mata ciliar, distribuída em diferentes tipos de solo, serve como corredor natural para a variada fauna da região.

A hidrografia da Serra Dourada é formada pelos córregos Barragem, Aguapeí, Água Fria e Caxambu, que correm para o Rio Vermelho, para desaguar no Rio Araguaia. Há ainda as bacias dos rios Uru e Fartura. Devido à geografia, o Parque Estadual é rico em cachoeiras e quedas d’água.

A biodiversidade de aves é imensa, sendo inclusive área de reprodução do urubu-rei. Catetos, felinos de pequeno e grande portes, veados-mateiro, veados-campeiro, antas, lagartos e diversas espécies de inseto são encontrados facilmente na Serra Dourada. É importante saber que o Parque é formado por várias fazendas e propriedades particulares, e é preciso autorização dos donos para circular pelas áreas particulares.

Goiás é lindo demais. Vem pra Goiás!

A multiplicidade cultural e do meio ambiente goiano é representada também nos valores, aromas, sabores e ingredientes utilizados em nossa rica culinária. Os frutos do Cerrado e as receitas seculares têm se incorporado ao cardápio dos maiores chefs do Brasil, que buscam em elementos locais o toque especial para pratos requintados.

Quem vem para Goiás desfruta da nossa gastronomia, podendo escolher entre a tradicional e a moderna, da nossa natureza fascinante, que oferece variados tipos de programa, da nossa história, folclore, artesanato, alegria e capacidade de receber bem o turista. Vem pra Goiás, que está de braços abertos para os visitantes.

Cachoeira Loquinhas, uma das belezas da Chapada dos Veadeiros

Cachoeira Loquinhas, uma das belezas da Chapada dos Veadeiros